Bienal de Arte Digital em Belo Horizonte

A inauguração da Bienal de Arte Digital em Belo Horizonte acontece às 19h30 do dia 26 de março (segunda) no MAP – Museu de Arte da Pampulha.

Já pensou em ver Bichos-de-seda modificados geneticamente, com capacidade de absorver tramas de metais pesados, garrafas iluminadas que propõem reflexão sobre o que ocorre nas geleiras da patagônia chilena, células de combustível microbianas que produzem eletricidade e promovem o pensamento do homem e o meio ambiente, uma escultura cinética de arte interativa. Todas essas experiências na arte digital e muitas outras estarão no MAP, Casa do Baile, Casa Fiat de Cultura e Atmosphera de 26 a 29 de março.

O FAD – Festival de Arte Digital compreende que as dinâmicas de produção e fruição são emergentes, bem como a sua própria natureza ubíqua, múltipla, diversa. Mas talvez já não necessitamos processar as reflexões de forma tão ultraveloz, ainda que a compreensão sobre o nosso tempo, seja algo que urge. O nosso olhar deve acompanhar as dinâmicas atuais, bem como as produções técnicas devem avançar sem nenhum receio no tempo da indústria. Porém nos cabe uma missão um pouco mais árdua e complexa nesse universo fluido e telemático. Pensar a complexificação do presente, mais do que produzir um futuro ingênuo.

“Desta necessidade, desde 2015 propomos como projeto o retorno de uma agenda bianual para as artes tecnológicas no Brasil. Surge então a partir da proposição de edições Bienais do FAD – Festival de Arte Digital, com a missão de valorizar sobretudo o pensamento crítico a cada dois anos dos processos digitais e tecnológicos da vida e na arte. Para o formato de uma bienal voltada às artes tecnológicas, a concepção de sua estrutura compete aos seus meios e circuitos. Foram mantidos os processos de seleção horizontalizados, próprios da arte tecnológica e seu circuito paralelo, como a manutenção do edital público de envio de trabalhos e a adesão de um conselho curador, amplo e irrestrito contando com acadêmicos, artistas, curadores, produtores culturais e técnicos do setor com possibilidades futuras de proposição de curadorias paralelas e independentes.

Com esta primeira Bienal idealizada pelo FAD em 2018, ela se torna um organismo próprio a partir de 2020, continuando o Festival de Arte Digital, focalizado nas ações emergentes e de proposições mais dinâmicas, acompanhando o desdobramento de nossas sociedade tecnológica e informacional (mostras, festivais, encontros, fóruns e exibições múltiplas em diferentes formatos).”

[trecho do ensaio “Festival de Arte Digital – 10 anos” pertencente ao catálogo da Bienal. (Mucelli, 2018)].

Saiba mais sobre o evento em: https://bienalartedigital.com/.